Pizzaria Zero-Zero

📌 Localização: Alameda dos Oceanos, Lote 2.11.01H - Parque das Nações, Lisboa.
Num daqueles passeios de fim-de-semana a dois em que a preguiça para cozinhar em casa nos assalta, decidimos - eu e o meu mané - ir à pizzaria zero-zero, por ser relativamente perto do nosso percurso habitual, bem recomendada pelas aplicações existentes para o efeito e porque se centra em comida italiana, a qual certamente está no topo das minhas preferências culinárias! Por isso, enquanto amante de massa, de pesto e de quejo, cedi a mais um dos spots que anda por aí na berra (...)! Existe um outro restaurante no Príncipe Real, contudo este é mais espaçoso e de fácil acesso, para além de que vos permite caminhar alguns quilómetros à beira-rio depois de uma refeição que vos deixará cheios. Assim aconteceu connosco, não tivéssemos optado por pedir duas pizzas de tamanho médio para cada um de nós (e, claro está, eu tive que pedir a que tinha mais opções de queijo!), seguindo-se duas sobremesas: um tiramisú e uma mousse de chocolate de avelãs. Sim, se há coisa que não partilhamos são sobremesas! Quanto muito, ele termina a minha!
Quanto às pizzas, estas estavam verdadeiramente à altura das nossas expectativas, uma vez que a massa é fina o suficiente, mas não em excesso. Os ingredientes são de origem e de excelente qualidade, a ver pela intensidade do cheiro e do paladar. Já as sobremesas, apesar da apresentação de cinco estrelas, não estavam tão boas quanto seria esperado. O que me agradou especialmente foi a decoração de todo o espaço. A cozinha, bem como a secção onde se montam as pizzas, é aberta, sendo possível ver os chefes a trabalhar, o que pode até ser hipnotizante. O ambiente industrial contrasta com motivos em madeira e artesanais, dando-lhe um toque estranhamente acolhedor.
É certamente um local a voltar, visto que não me dei ao prazer de um belo spaghettti. Contudo, os preços não são lá muito apelativos!
Assim, aqui vai mais uma publicação para esta rubrica destinada à gula, a qual tenho a confessar me tem dado alguns quilinhos extra, o que terei que reverter com algumas corridas matinais, porque deixar de comer massa está fora de questão! Por isso, segue-se a habitual classificação, depois de uma média estipulada entre a minha opinião e o parecer do meu marmanjo (já se tornou natural após a refeição discutirmos as "notas" a atribuir!), que é um tanto ou quanto mais crítico do que eu no que à decoração e atendimento diz respeito!

Localização: 4/5 - Situado perto do Casino de Lisboa no Parque das Nações, este é claramente um local de fácil acesso para quem se quer lá fazer chegar através de transportes públicos, no entanto, encontrar estacionamento gratuito é um desafio. Eu costumo deixar o carro perto da ponte Vasco da Gama, junto à zona residencial, e dou uma caminhada até ao centro do parque das nações.
É um dois em um: como e ando ainda um bom bocado. Ajuda a relativizar a culpa!

Atendimento: 4/5 - Simpáticos, eficientes e bem coordenados entre si.

Gastronomia: 4,5/5 - As duas pizzas que pedimos estavam realmente no ponto, pelo que o meu desejo por gulodice ficou mais do que satisfeito. Ainda assim, depois da barriga cheia, devorei um tiramisú com algum custo por estar sem espaço para muito mais, e este não foi dos melhores que já comi. Creio que os caseiros cá de casa são bem melhores, mas o gostinho a doce tem sido uma constante por aqui, pelo que jantar fora requer uma sobremesa!

Preço: 3/5 - Aqui é que a porca torce o rabo. A média de preço por pessoa ronda os 25 euros se contarem com prato principal, as bebidas e sobremesas. É consideravelmente mais caro do que eu esperava, pois estando inserido na categoria de pizzaria é natural associarmos a algo mais em conta. Contudo, não é uma pizzaria qualquer e oferece uma variedade de outros pratos!

Decoração: 5/5 - Nota máxima! Gosto muito do contraste que referi anteriormente e de vermos o que cozinham! Dependendo do local do restaurante poderá ser mais ou menos acolhedor, e mais ou menos adaptado a grupos ou, no nosso caso, a mesas para dois. (...) É uma questão de sugerirem onde preferem ficar. Ora num recanto ou em espaço aberto...! Deverão ir cedo porque em pleno fim-de-semana a fila de espera é considerável e a tendência é aumentar a adesão no verão com a esplanada disponível no exterior.

Um dia destes retorno à Pizzaria Zero-Zero para provar uma das várias pastas no menu, o qual podem consultar aqui. Mas se já lá foram, porque não deixar a vossa sugestão que aqui a Ju irá certamente tê-la em conta numa próxima visita! São também bem-vindas outras indicações de restaurantes italianos, quer seja por aqui como no Porto, onde tenciono ir em breve!

Music Vibes #6

Nunca fui grande adepta da voz da Demi Lovato, embora goste da maioria das suas músicas e da intensidade com que canta. Assim, ultimamente esta é a música do momento que não me sai da cabeça! O meu namorado que o diga, e eu contenho-me!

20 anos depois.

    Quando estive de férias dei por mim a organizar tudo o que ficou pendente. Estagiar por turnos, tendo que conduzir uma média de 65 quilómetros diários é esgotante (várias foram as vezes em que ponderei parar tal era o sono e o cansaço a darem de si! - Que perigo!) ao ponto de ser inevitável deixar pequenos afazeres domésticos para trás. Andei ocupada a limpar a casa, a arranjar alguns berbicachos, a catalogar papelada e a organizar pastas no meu computador, fazendo os habituais backups. Vai daí fui ao meu disco rígido e encontrei fotografias que datam do ano de 1998. Recordo-me deste ano com especial carinho (...) Estava algures a terminar o meu segundo ano, quando os meus pais decidem ir a Paris para irmos exclusivamente à Disneyland. Esta foi a minha primeira viagem de avião, bem como da minha mãe e irmã mais nova. O meu pai já estava habituado a viajar, mas meramente em circunstâncias de trabalho, pelo que, ainda assim, o facto de nos cingirmos ao parque de diversões diz muito das prioridades que os meus pais depositaram. Eles sabiam que com seis e sete anos não saberíamos apreciar a grandeza de Paris, pelo que nos ficámos pelo maravilhoso mundo das princesas (oh!) e tudo o que as rodeava. A viagem era destinada a nós, as meninas, apelidadas também nós de princesas, do tanto que vivíamos no mundo cor-de-rosa das barbies. É de se relembrar que os anos 90 foram anos em que as crianças brincavam efectivamente ao faz de conta e que se viviam as cassetes com as diversas animações de forma mais intensa. Por isso, esta viagem está muito presente nas minhas memórias.
 Recordo-me bem do hotel mexicano, de ver a torre Eiffel pela janela do autocarro!, da entrada para o parque, do funcionário simpático que me surpreendeu com um olá ao estilo do pato Donald, das minhas birras históricas por querer fazer tudo sozinha, da ansiedade por querer registar tudo com a nossa primeira câmara digital e de estar sempre alerta para encontrar a Bela, a minha princesa favorita, pois ela adorava ler tanto quanto eu e isso era um critério importante!
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Na seguinte fotografia poderão notar o momento em que a minha salsicha decidiu cair ao chão (...)! Terá sido um sinal para a minha dieta actual? Ahah! E o que me dizem do corte com franja? Culpem a minha mãe que no decurso da minha infância insistia em domar o meu cabelo rebelde com uma cortina facial! Acho que não teve o sucesso desejado... valeu o esforço! 😉

La Casa de Papel

Esta série tem andando na berra! Todos falavam nela ao ponto de eu não resistir a dar uma espreitadela durante as férias de Páscoa!
O conceito da série não é habitualmente um dos meus Go to, uma vez que prefiro biografias ou assistir filmes, onde o fim está iminente após uma sessão. Sou naturalmente impaciente no que toca a estas artes cinematográficas, pois eu gosto de saber como tudo termina o quanto antes. Assim, assistir a uma série é saber garantidamente que eu irei insistir até ver o último episódio, pelo que é certo que irei devorar alguns deles de seguida. E foi o que aconteceu com La Casa de Papel. Várias pessoas em meu redor, bem como nas redes sociais, sussurravam sobre o quão fantástica ela era. "Tens que ver, Joana!" - diziam, e lá me embrenhei no enredo.
Este em si retrata um grupo de oito assaltantes que se organiza ao comando do Professor - assim conhecido dentro do seu anonimato, tal como as outras personagens que optam por nomes de cidades para se identificarem (a exemplo, Moscovo, Tóquio, Berlim, etc.) - para assaltarem a Casa da moeda Espanhola, mantendo os seus funcionários e todos os seus visitantes como reféns enquanto produzem a sua fortuna directamente da fábrica através da impressão de dinheiro ao invés de o roubarem. O plano é arquitectado de tal forma que cada pormenor é tido em conta, até mesmo os potenciais erros e contratempos são antecipados, o que acredito ser o real motivo pelo qual se prende o espectador. É de facto um argumento intenso e extremamente absorvente.
As personagens são carismáticas, cada qual com a sua personalidade e motivações que os ligam numa espécie de irmandade, sem que o percebam numa fase inicial. Todos pretendem mudar de vida e para fazê-lo unem-se, adquirindo laços afectivos entre si - o que acaba por quebrar a primeira regra do plano. Ora entre assaltantes, ora entre os reféns. Também o Professor, o cérebro do assalto, se apaixona pela inspectora encarregue de resolver o caso. Em parte, esta dinâmica entre o Professor e a Inspectora tem um tanto ou quanto de (...) novela mexicana, mas em limites toleráveis. O foco é ainda assim a resolução do assalto. Acabamos por nos envolver e torcer para que consigam realmente alcançar o seu objetivo. Parece impossível saírem de uma enclausura, cercados por polícia, e ricos, mas... terão que ver a série para o saberem. Será que o conseguem? A que custo?
Irão, tal como eu, reflectir sobre a noção de felicidade e sobre a ambição de grandes associações. O que nos move? Quem são os maus e os bons, afinal? Se, tal como eu, já viram todos os episódios acredito que tais questões se vos tenham também levantado.
Tristemente reforcei a certeza de que a nossa cultura moderna tem como principal valor o dinheiro. O reconhecimento, o sucesso e o dinheiro parece que não se dissociam. E porque assim será? Fica a questão.

Do terreiro do Paço ao Chiado.

  Os últimas dias têm sido repletos de trabalho - a fase final do curso aproxima-se!, de passeios em família e de primeiros grandes passos a dois. Tenho andado distante do mundo blogosférico e, com pesar, pouco ou nada tenho lido dos meus blogues favoritos. Ainda assim, é sempre de aproveitar para passear um pouco com os meus, algo que não tenho conseguido fazer nos últimos tempos. Em parte porque a chuva não colabora e a preferência é ficar por casa ao som da chuva a ler um bom livro ou a assistir a uma nova série - neste caso, La Casa de Papel (quem mais por aí se converteu à febre?). Mas há dias de sol que nos obrigam a sair e foi o caso. Decidi ir com a minha irmã e com a minha mãe, que se encontra de momento connosco em Portugal para as férias da Páscoa, ao centro da cidade de Lisboa, cada vez mais bonita e cuidada para agrado da minha mãe que em tempos trabalhou na antiga Baixa-Chiado durante os anos 80. Era uma outra época. Tristemente a Zona da Baixa-Chiado esteve abandonada, estando agora nos últimos cinco anos completamente renovada. Cheia de turistas, é um facto, mas ainda assim com uma cara nova sem perder a sua essência.
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A começar pela praça do Comércio - anteriormente denominada por Terreiro do Paço, por ser lá que se localizava o palácio real antes do terramoto de 1755 - é uma das praças mais bonitas do mundo! Ora, de todas as praças que vi em cada cidade europeia nenhuma sequer se iguala. Nenhuma! Digo-o com uma margem de convicção considerável, a ver pelas arcadas, as fachadas dos edifícios que a circundam e a simetria pela qual o Marquês de Pombal primava. Já no arco da Rua Augusta é possível de ver a Glória a coroar o Génio e o Valor, algo que poucos o sabem, e que resume a máxima de que o sucesso se alcança com a qualidade e a inteligência, o que também é evidente pela frase em latim que traduzida significa: "Às Virtudes dos Maiores, para que sirva a todos de ensinamento (...)!”. E se repararem bem, do lado esquerdo retrata-se o Rio Tejo e à direita o Rio Douro, sendo que os dois limitavam a antiga região onde habitavam os lusitanos. É uma mera curiosidade, mas que se forem pesquisar irão encontrar dezenas delas escondidas nos detalhes arquitectónicos da praça.