Dos saldos de verão.

Há cerca de duas semanas decidi dar um giro pelos saldos num dos centros comerciais perto de minha casa. Esse monstro do qual fujo a sete pés, não detestasse eu lojas a abarrotar de pessoas a vasculhar tudo o que é trapo, o que ganha toda uma outra dimensão em época de saldos. Contudo, é necessário comprar roupa, de vez a vez! Sendo que emagreci bastante nos últimos tempos, tinha mesmo que comprar roupa nova, sobretudo peças básicas e jeans. Por isso, invadi as minhas lojas preferidas: a H&M no que a calças de ganga diz respeito, a Stradivarius e a Zara. Deixei de lado a Natura que é a minha perdição durante o Verão com as túnicas e vestidos. Entendam que a minha noção de perdição é muito abstracta. Sou muito contida em gastos comigo, o que penso que terei que mudar em prol de me mimar um pouco mais. Porque não, certo? Na verdade, ando sempre a planear a próxima viagem e todos os tostões contam para esses devaneios.
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Eis então os meus achados na primeira (e última) ronda aos saldos: as habituais calças de ganga com o mesmo corte de sempre (sou tão previsível) e de cintura subida da H&M por 10€ e duas camisolas em tons de rosa para ampliar a tonalidade que mais abunda no meu guarda-roupa. Não tenho culpa que a minha cor preferida esteja na moda! Para minha defesa, todos os tons de rosa velho são diferentes e se espreitarem o meu armário tenho provas disso. Aliás, basta olharem para as cortinas do meu quarto, para o tapete... É uma panca forte! Mas retornando ao assunto, foi na Zara que encontrei os melhores saldos. Experimentei algumas peças diferentes pela primeira vez numa tentativa de mudar um pouco o meu visual, como por exemplo umas calças mom jeans com umas aplicações em pérolas.💫 Gostei, mas estranhei o suficiente para não as comprar. Trouxe apenas um top em salmão por apenas 7€. O preço original rondava os 20€. Eram muitas outras as peças com descontos semelhantes! Já as sandálias de salto alto foi um momento de pura epifania, visto que raramente me monto em tamanhos tacos. No entanto, comigo é oito ou oitenta. Ahah! Para meu espanto, tenho-as usado mais do que o esperado por serem extremamente confortáveis! A carteira nova achei-a na Parfois. O que eu percorri as lojas à procura de uma que não tivesse zippers. Estrago-os sempre! Serei a única desastrada com tudo o que tenha fechos? Até nas calças... comigo é sempre sábado!
E vocês já foram cuscar os saldos? O que acharam? Quais as lojas com os melhores descontos? Valem a pena?

É provável que futuramente aposte mais em temáticas relativas à maquilhagem e produtos de beleza, bem como escolhas de trapos para o meu dia-a-dia, sem nunca deixar de parte aquilo que me fez escrever este cantinho: as viagens e a paixão pela fotografia. 

Um dia por Guimarães II | A Cidade e o Castelo.

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Dando continuação à primeira parte da publicação (que podes consultar aqui), eis que fui direitinha ao Castelo de Guimarães, após uma visita demorada ao Paço dos duques de Bragança. Repito que este dia estava insuportavelmente quente e deveria rondar as três da tarde quando entrei no Castelo. Este estava praticamente vazio, o que constituiu um bónus. Achei-o muito simplista para o que eu esperava. É bonito, sim senhora. De fora, enquadra a cidade na perfeição. Quando estacionei o carro nas suas traseiras, fiquei abismada a almoçar a minha marmita (sou mesmo tuga!) a olhar para o Castelo. Lá dentro, pouco mais há a acrescentar. Poderão sim ver uma vista incrível da cidade e por isso vale a pena. Contudo, não é possível subir até ao ponto mais alto do Castelo. Ainda assim, na torre central (aposto que terá um nome mais técnico) está disponível uma exposição interessante, nomeadamente para os mais pequenos com uma animação em vídeo que resume a biografia do primeiro Rei de Portugal, para além de outras indicações históricas interessantes.

Receita | Panquecas de Banana.

Depois da publicação relativa à minha mudança alimentar, dei por mim a reflectir. Ainda há muitas arestas por limar e longe estou de ser um guru de inspiração. Nem sei se o pretendo ser, na verdade. Mas quero sim registar cada passo que dê na direcção certa para que mais tarde me recorde do processo que me exigiu para alcançar o equilíbrio pretendido.
Como referi, eu não tomava o pequeno-almoço. Nunca. Aos poucos, comecei a ingerir qualquer coisa enquanto conduzia de manhã, até que passei de facto a cozinhar os meus pequenos-almoços. Os ovos mexidos com pimenta e as panquecas são os meus pratos preferidos para começar o dia! Confesso que nem sempre consigo organizar-me e dedicar-me este tempo, em prol dos cinco a dez minutos a mais na cama. Acredito que este seja o próximo passo a dar, visto que as vantagens de um pequeno-almoço equilibrado são inúmeras.
Mas a publicação de hoje apenas tem como objetivo partilhar com vocês uma das receitas que mais tem contribuído para me incentivar a ingerir um pequeno-almoço todos os dias. Acordo agora cheia de vontade de comer estas panquecas que são tão simples de preparar!
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INGREDIENTES: Duas Bananas para cada Ovo; Canela e Manteiga de amendoim (Opcional); Óleo de Coco.
Começa por amassar as bananas com um garfo até adquires uma densidade pastosa. Adiciona um ovo por inteiro por cada duas bananas. Esta quantidade é a suficiente para uma pessoa com fome ao acordar! Coloca canela à descrição (como eu faço), e mistura bem. Caso a consistência ainda esteja muito líquida, poderás adicionar farinha de milho em reduzida quantidade ou acrescentar outra banana. É uma questão de ir observando a massa. Já na frigideira, pré-aquecida e lubrificada com óleo de coco, cria pequenos aglomerados de massa. Depois é só esperar, virar, e comer! Podem decorar com fruta ao vosso gosto. Eu tenho adicionado um colher de manteiga de amendoim, a qual conjuga bem com a banana!
Dicas: É realmente necessário adicionar alguma gordura à frigideira, caso contrário agarra e queima. Convém também fazer panquecas de menores dimensões para facilitar o processo de viragem, o qual se sinaliza por um ligeiro borbulhar.
Não é a coisa mais fácil de se fazer? Embora a massa não possa ser reservada para mais tarde, é super fácil de executar no momento! 👅

Gostariam que partilhasse mais receitas pelo blogue, bem como as minhas aventuras e testes culinários neste processo de reeducação alimentar? Das duas uma: ser-vos-á útil com novas receitas pouco tradicionais ou uma comédia pegada!

O diário da minha mudança alimentar (Emagrecimento)

Talvez por aqui ainda não se tenham apercebido, visto que pouco mencionei aspectos relacionados com a minha alimentação - o que em muito tem a ver com o processo de mudança e de aquisição de novos hábitos na minha rotina alimentar. Será importante referir o facto de que actualmente vivo somente com a minha irmã, pelo que cada uma de nós tem a liberdade para cozinhar o que pretende sem nos cingirmos às escolhas dos restantes elementos da família - tipicamente tradicional, com muitos enchidos, ranchos à moda do norte e por aí adiante. Assim, foi-me mais fácil assumir um novo padrão alimentar porque sou eu quem cozinha para mim. Até aqui tudo bem. Eu gosto de cozinhar e tenho vindo a descobrir novas receitas. Sou criativa em tudo o que faço, diguemos. Nem sempre corre bem, mas acho que estou cada vez melhor no que às lides culinárias diz respeito. Tanto assim o é que tenho apreendido bastante sobre nutrição de forma autónoma, pois para além de ser muito curiosa sou interessada em perceber o meu corpo. Tive, ao longo do tempo, que aprender a seleccionar a informação e a detectar a veracidade da sua fonte. Ainda tenho muito para aprender e considero que há, de facto, muito que ler sobre o assunto. O ponto positivo desta nova "moda" é a de suscitar em cada um de nós a preocupação pelo que comemos, porque efectivamente influencia a forma como o nosso corpo se apresenta e como nos sentimos... Estou, portanto, muito mais apta a ouvir o meu corpo, o que me tem ajudado a balançar os sinais de stress com a correria dos estágios, em que tanto os horários das refeições como os de sono ficam trocados, se não houver um cuidado redobrado. Acreditem no que vos digo...
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A mudança foi dando-se aos poucos, e finalmente me sinto segura para vos dizer que criei uma nova relação com a comida que me irá acompanhar para o resto da vida. Mas foi todo um processo... 
😔ANTES: Os meus hábitos alimentares eram assustadores, agora que penso neles com uma certa distância. Raramente preparava o pequeno-almoço (quando o fazia optava por quantidades excessivas de leite de vaca com cereais açucarados...), ficava horas em jejum e quando chegava a casa devorava pacotes de bolachas. Eu era uma papa-bolachas! Oh, se era! Ingeria hidratos de carbono a cada refeição e a minha proteína provinha somente das carnes brancas. Bebia poucos líquidos por dia e, apesar de não ingerir grandes quantidades de comida, o meu peso estava a aumentar. Cheguei aos 65 kg com apenas 1,54 m de altura...

😏 DURANTE: Com o início dos estágios e os turnos denominados de roma, deparei-me com uma fadiga constante e falta de energia. Percebi que o meu corpo estava a dar-me sinais de carência. "Olha para mim!", dizia. O inchaço era o que mais me incomodava, pelo que a primeira grande mudança alimentar foi deixar de ingerir leite de vaca. Notei diferenças brutais em poucas semanas. Depressa percebi que não tinha necessariamente que substituir o leite por outras variantes, e deixei à conta disso alguns vícios como os cereais e bolachas. Passei a investir em novas receitas, simples como os grelhados. Com o tempo, passei a gostar de ir ao supermercado e a demorar-me por lá. Passei também a ler os rótulos com mais atenção e conhecimento! E só depois de muito pesquisar retirei a carne da minha dieta. Na verdade, nunca gostei muito do seu sabor. Quando comia era somente um nico, e o restante prato enchia-se de hidratos. Portanto, foi-me muito fácil deixar de comer carne. Já o peixe ganhou um novo sabor, o que em muito veio valorizar a minha costela setubalense.
Mais do que privações introduzi novos alimentos como a soja, variedades de legumes que nunca antes imaginei possíveis, a batata-doce, a manteiga de amendoim e... muuuuuuuitas especiarias!
Em Março ingressei no ginásio para complementar esta nova etapa da minha vida, o que me deu ainda mais ânimo. Foi uma excelente ajuda na perda de peso que veio no momento certo. Embora reforce que os números não são importantes, existe uma fase em que serve de orientação. Um indicador do progresso! Indico a aplicação quicklog.me para registarem alguns desses valores, mas não se esqueçam que há mudanças que advêm com esta nova forma de estar bem mais importantes, eis como sair de casa, estar com amigos, comer bem, e não ter a necessidade de esconder a barriga com roupa que nos ofusca como escudo de protecção dos olhos de terceiros...
É, no entanto, de notar que este processo foi gradual. Levou-me mais de um ano, sendo que o ginásio corresponde à fase em que o peso decresceu mais. Futuramente pretendo emagrecer um pouco mais, mas sempre equilibrando com o ganho de massa muscular.

😃AGORA: Ganhei a rotina de cozinhar todos os dias e a marmita é a minha melhor amiga, sem exagerar nos acessórios. Temos que ser práticos! Tenho algumas receitas para partilhar aqui, se assim o desejarem, e sinto que o meu corpo ingere melhor os alimentos. Não sei sequer sair de casa sem a minha fusão de chás ou água. Preocupei-me também em fazer uma bateria de exames depois de 5 anos sem o fazer!, e estou sem défice algum de nutrientes! Melhor que nunca! Recomendo-me! Ahah!
Tenho uma gaveta inteira destinada a roupa desportiva e estou prestes a alcançar o meu peso dito ideal, sem grandes preocupações. Sem uma "dieta" restritiva, porque a perda de peso nunca foi o propósito e sim uma mudança efectiva a longo-prazo. Olho ao espelho e gosto do meu corpo, como nunca gostei na minha vida. A minha mente está agora focada nas coisas que interessam e fazer exercício físico é um encontro comigo. Uma superação! Aprendi a deixar de lado os "ses" e o receio de me expor...
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Hoje acordei e percebi o quanto eu mudei. Tirei uma fotografia sem qualquer maquilhagem no rosto, despenteada, e com a roupa de ginásio (um simples sotian de desporto e umas calças bem justas) que me acentuam as curvas. E decidi partilhá-la no instastories. Algo inédito! Consigo finalmente ver essa mudança reflectida por fora. Oh, e como é bom...! Leva o seu tempo até que nos mentalizemos de que valemos a pena e que não custa assim tanto quanto se julgaria. Depois é só deixar que a autoconfiança flua... 
Por isso, a mensagem que gostaria de transmitir é a de que mudar hábitos tem que vir de vocês, de dentro, pelos motivos certos, e não de uma moda, patrocinada por marcas ou contas de Instagram. Descubram aquilo que vos faz bem. Cada corpo é diferente. Não se cataloguem enquanto vegetarianos, palos, isto ou aquilo. Sejam vocês. Descubram-se! Façam o que vos faz realmente felizes. Saiam mais de casa... procurem o sol, encontrem os vossos lugares e pessoas! Façam! 💖

Um dia por Guimarães I | Paço dos Duques.

Na minha recente ida ao Porto dei um pulinho por Guimarães. Tinha que ser! Desde que me estreei num projecto de voluntariado em Gaia que tinha curiosidade em conhecer cada vez melhor o norte do país e, claro está, de voltar com um registo fotográfico que fizesse justiça a tamanha beleza e do qual me orgulhasse (sou muito exigente). Sempre que ia ao Norte não levava a minha Canon comigo, como tal desta vez foi diferente. Eu sabia que teria que voltar. E assim foi. O Porto era o grande foco, mas Guimarães há muito que constava na lista de lugares a visitar. Por isso, sai bem cedo de casa (estive hospedada em casa de familiares, embora esta estivesse vazia) e deixei-me ir pela estrada nacional até ao meu destino. Sem mapas, com a minha música de há anos atrás que encontrei no meu velho ipod, e lá fui. O calor apertava e somente mais tarde percebi que assumir um visual all black num dia em que os termómetros apontaram para os 45º não fora inteligente. Aprendi a lição: o preto não compromete, mas derrete!
Mal cheguei fiquei maravilhada com o aprumo da cidade. Já viajei muito e sempre valorizei a forma como, por exemplo, em França as suas vilas apostam na jardinagem e nos canteiros floridos de se fazer inveja. Guimarães foi um regalo para os olhos nesse ponto! Entrei então no Paço dos Duques e comprei de imediato os bilhetes para visitar tanto o Paço como o Castelo ali mesmo ao lado. Seis euros no todo, o que considero ser acessível, mas confesso que foi o calor insuportável que me impulsionou a procurar por abrigo... As diversas sombras na cidade não eram refrescantes o suficiente. Assim, estreei-me pelo Paço, com as suas diversas salas. Deixei-me demorar ao ler cada detalhe das legendas e imaginar como seria viver ali à época retratada. Serei eu somente a única a fazer este jogo mental?! Creio que não... Permiti-me também a brincar com a minha nova lente de 50 mm e finalmente me ajustei às necessidades da mesma...
Só o treino melhora a prática, certo? E eu cá adoro espaços como este para testar as variâncias da luz e velocidade de captura.
Deixo-vos com um vislumbre de pequenos detalhes do Paço dos duques, onde se destaca a sala dos banquetes com o tecto em madeira e candelabros em ferro. As tapeçarias também impressionaram, bem como as porcelanas chinesas. No entanto, a capela interior foi o que me deixou de boca aberta (e de lágrima no olho pela surpresa gerada - é de referir que tinha o Paço só para mim), por ser uma das mais bonitas que alguma vez vi, sendo que em cada cidade que visito é certo que irei entrar na catedral mais próxima. Tenho um fascínio pela sua arquitectura e os vidrais. Acho que encontrei a igreja para o meu "jamais me casarei". Ali eu entraria de vestido branco só para puder subir àquele altar em concreto. Mais uma vez, cada um com as suas pancas! Ahah! Poucas fotografias tirei deste espaço porque... depois de meia hora sentada a observar cada pormenor chegou um casal que sentiu o mesmo encanto e pediu para que os fotografasse. "May you take us a picture, please?". Well, I took way more than one! Praticamente fiz-lhes uma sessão ali mesmo! E pretendo repetir a dose...
{Clica aqui para veres o interior da igreja que refiro - A fotografia não é de minha autoria. Quem me dera...}

Mas e as fotografias, Ju? Desculpem. Eu escrevo tanto quanto falo. Será defeito? Eu prometo que as fotografias vos dirão muito mais.
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